A Chave de Pandora & O Fogo de Prometeu - Rúben Oliveira

Hoje trago-te a minha breve opinião sobre dois livros de Rúben Oliveira. Ambos fazem parte da trilogia O Ceptro Maldito da Chiado Editora.


A Chave de Pandora


Reza a lenda que, para se vingar de Prometeu, o defensor da humanidade, Zeus enganou o seu irmão Epimeteu com a bela Pandora. Como prenda de casamento, o Deus do Olimpo deu uma jarra à mulher. Advertido pelo irmão a não aceitar presentes de Zeus, Epimeteu pediu a Pandora para nunca a abrir. No entanto, a curiosidade da bela mulher levou-a a espreitar para ver o que ela continha e então inúmeros males se espalharam pelo mundo antes que a pudesse fechar de novo. Apenas a Esperança não escapou, por ocupar muito pouco espaço; e então a humanidade de Prometeu caiu em desgraça.

Se isto é verdade ou apenas mais uma lenda não se sabe. O que é certo é que os primeiros Homens tiveram de combater contra bestas e demónios para que a Terra pudesse ser habitável. E agora, dez milénios depois, algo semelhante está para acontecer. Oito jovens são abordados inesperadamente por um homem que lhes pede ajuda e convida-os a serem Recrutas na Liga de Guardianus, a liga que desde os primórdios combate contra os inimigos invisíveis da humanidade.
Ignorando por completo o género de batalhas que os esperam, todos os oito escolhidos aceitam combater pela Liga. Mas à medida que o tempo passa descobrem que o planeta onde vivem é apenas um véu que esconde muita coisa, que esconde a Verdade. São confrontados com inúmeros desafios que põem em causa toda a lógica. São-lhes apresentados mitos que são histórias verídicas.
Como se abre a Caixa de Pandora? Se todas as fechaduras têm uma chave, qual é então a Chave de Pandora? O que são os Escritos de Tebas? Como se lê um livro de olhos fechados? Onde fica o demoníaco santuário dos Seduceros? Por que é um tormento quando um guerreiro liberta o seu poder? É isto que os oito Recrutas vão ter de descobrir e não podem ficar à espera que as soluções caiam do céu aos trambolhões. Ou será que podem?

O Fogo de Prometeu

A Chave de Pandora foi roubada e os males encerrados dentro da Arca da Destruição estão à mercê da terrível Liga de Seduceros, os seduzidos do Demónio. Se o maldito ceptroheka for utilizado para abrir a Arca, algo muito próximo ao apocalipse cairá sobre os humanos, colocando todo o planeta na Sombra. Dar-se-á o Ragnarök e nem a Liga de Guardianus, os guardiões de Deus, o poderá travar. Mas nem tudo está perdido. Começam também a surgir raios de esperança, como rasgos numa cortina, e os oito discípulos Guardianus mostram-se capazes de suportar pragas e maldições, anunciando poderes que os levam à beira da invencibilidade. Mas tudo tem um preço. Os Doze Favores Olímpicos parecem ter sido feitos à sua medida, mas assim como há bons, também há maus; se os bons são capazes de levar o sistema solar ao colapso, então os maus não terão dificuldade em trazer à superfície dos continentes um inferno na terra. A última esperança é depositar confiança no Fogo de Prometeu, o Favor Olímpico que não luta nem pela luz nem pelas trevas, o único capaz de fundir o Ferro de Hades e de carbonizar a Chave de Pandora.



Assim como a opinião desta leitora que encontrei no Skoob (tal como os resumos), eu concordo. Ambos os livros são sobre religião com muitas referências. É preciso gostar destas coisas e percebê-las. Confesso que tive alguma dificuldade nessa parte. Embora goste, não sou assim tão fã e conhecedora.



A apresentação de tantos personagens foi, sem dúvida, em elemento que dificultou a minha leitura e contribuiu para o meu desinteresse. São tantos que acabei com eles todos confusos. Como a leitora disse, os gémeos são aqueles a que nos apegamos e entendemos mais.
Menos personagens nestes livros, era excelente! Aborreci-me com isso, confundi-me e desinteressei-me. Estas leituras não foram fáceis e ainda não acabei o segundo livro, mas estou perto e até lá a minha opinião não vai mudar. 

Os combates são mesmo muito detalhados, aliás, todo o conteúdo dos livros é e eu não gosto disso. É de mim, porque apesar de não gostar admiro a capacidade dos escritores. É demasiado tempo a enrolar, na minha opinião... eu realmente me aborreço com isso. Mas há livros que eu adorei e digo o mesmo, que têm demasiadas palavras e que tornar estes dois num só era excelente.
Apesar de não ter admirado e desfrutado destas leituras, dou os parabéns a Rúben Oliveira pela sua capacidade e imaginação enormes. Os livros estão bem construídos (conteúdo e estrutura), fazem sentido, gramático boa, sem erros ortográficos, estão os dois relacionados e o enredo é fantástico. Parabéns!

Devo referir que irá sair o terceiro livro, e eu curiosa como sou, vou ter de o ler apesar de não ter ficado fã porque  quero saber o final.



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