Júlia: Afinal Existem Príncipes Encantados - Natalie K. Lynn com ENTREVISTA

Foi-me proposto pela Chiado Editora, realizar uma entrevista à autora Natalie K. Lynn (pseudónimo). Como não conhecia a escrita, investi em ler o primeiro livro da coleção Amor, Amigas e Garrafas de Vinho" que vai contar com 4 romances sobre a temática, e só depois, entrevistar.



Em "Júlia: Afinal Existem Príncipes Encantados", são nos apresentadas as personagens principais e é focado o romance de Júlia com Miguel Souto, um médico pediatra como não há muitos: brincalhão mas, sério e responsável nos momentos de crise.

Pelo título, podemos fazer uma previsão geral do que vai acontecer: mais um livro de contos de fadas mas, a verdade é que, não se passa bem assim. Ao longo do livro, o mundo perfeito vai-se desmoronando com a partida de Miguel, a guerra, a amnésia... o conto de fadas começa a ter as suas bruxas más...

Confesso que de inicio, a aproximação entre Miguel e Júlia me pareceu demasiado forçada. Se me aparecesse um homem lábio assim à minha frente, um par de estalos era pouco mas enfim, isso sou eu. Só achei que ele teve muita lata e que podiam ter avançado mais devagar.

Adorei o facto de Miguel ir para a guerra porque aí a história começou a ficar mesmo interessante e eu só queria saber o que vinha a seguir.

As autoras também nos deram informações na medida certa sobre Rita, Leonor e Marta, de modo a criar curiosidade para ler os restantes romances da coleção. Coisa que sem dúvida, eu vou fazer!

No final, acabei por gostar e apesar de ser daqueles romances de príncipes encantados mas com um história real, acabou por ser bem divertido, leve e diferente daquilo que já tinha lido! 


No seguimento, mostro-vos a entrevista que fiz às escritoras sobre este livro e a coleção.


Sabemos que ambas viajaram até ao Bali e daí, partiu a iniciativa para começarem a escrever romances juntas, até referem a importância em certos pormenores no livro. Queremos saber se existiu algum acontecimento ou razão específica para incluir Mafra e a Ericeira neste romance?
Carmen  - Mafra e Ericeira fazem muito parte do nosso dia-a-dia, sobretudo do meu, que nasci e vivo no concelho de Mafra. Quando decidimos que queríamos escrever um romance que fosse, ao mesmo tempo, um conto de fadas e uma história “real”, pensámos que a melhor maneira de o fazer era escrevermos sobre realidades conhecidas, daí termos escolhido estas duas vilas.
Maria  – Sim, porque a nossa ideia para este romance era contar uma história com a qual os leitores se pudessem identificar, que fosse ao mesmo tempo real, mas com alguma magia. Por isso, escolhemos locais reais e que nos são familiares. Escrever sobre realidades que conhecemos contribui para sermos bem-sucedidas nesta missão de levar o leitor a identificar-se com as personagens, a envolvência, a história…

De alguma maneira, as personagens relacionam-se com alguém que conhecem?
Carmen – Sim e não. As personagens têm a sua própria identidade. No entanto, esta foi construída com características de pessoas que conhecemos e até nossas, pois um dos nossos objetivos, como já referimos, foi tornar este romance o mais “real” possível, ou seja, queremos que as pessoas ao lerem, se identifiquem com esta ou aquela personagem, com esta ou aquela atitude, com este ou com aquele ponto da história.


Miguel Souto é um tipo de homem, que me arrisco a dizer, difícil de encontrar. Vamos conhecer mais homens assim nos restantes livros?
Maria – Nós tentamos fazer personagens “reais” com qualidades e defeitos, talvez o Miguel seja o mais perfeito porque quisemos criar o príncipe. As meninas têm qualidades e defeitos e alguns dos próximos meninos vão ter o lado de “lobo mau” mais acentuado, em especial o próximo, que acho que é o mais “mauzinho” de todos (risos). Mas a mulher que nunca achou piada a um “bad boy” que atire a primeira pedra!!! No fundo até achamos piada à imperfeição e aquilo que tentamos transmitir nestas semelhanças com a realidade (porque ninguém é perfeito) é que pode-se viver um conto de fadas, mesmo com as devidas imperfeições.

Colocaram um pouco de vós próprias em cada personagem ou têm uma preferida com quem se identificam mais?
Carmen – A identidade das personagens resulta realmente de uma miscelânea de características de pessoas que conhecemos e nossas. Mas se tivesse de apontar uma personagem preferida, diria que o Miguel. Apesar de não me identificar propriamente com ele, acho imensa piada ao jeito descontraído da personagem.
Maria – Admito que há umas com que me identifico mais do que outras. O desafio também é esse, escrever uma resposta ou uma atitude que nós nunca teríamos! Se eu fosse amiga da Julia acho que lhe tinha dado meia dúzia de berros de vez em quando…. (risos).

Já alguma vez se depararam com alguém num local público a ler os vossos livros? Qual a reação deles e a vossa?
Carmen – Por acaso, já. Na esplanada de um café, precisamente, na Ericeira. Na altura, quando me apercebi que o livro que a senhora tinha em cima da mesa era o “Júllia: Afinal, existem Príncipes Encantados!” fiquei extremamente contente e orgulhosa. Aquilo que fiz foi chamar a atenção dos amigos que estavam comigo para o facto de a pessoa da mesa da frente ter um exemplar do romance com ela. No entanto, não abordei a senhora, assim como ela também não falou comigo.
Maria – Não! Mas quando acontecer acho que não resisto a ir ter com a pessoa e dizer qualquer coisa, não faço ideia o quê!!

O facto de uma estar mais no mundo da rádio e a outra na imprensa escrita fez com que tivessem opiniões e pontos de vista diferentes ao longo do livro?
Carmen – Nem por isso, porque em termos criativos temos perspetivas muito semelhantes e os nossos estilos de escrita complementam-se, uma é mais vocacionada para a narrativa e outra para a descrição.
Maria – Mas como escrever para rádio ou para imprensa é muito diferente, às vezes andamos um bocadinho às turras do tipo “Carmen, esta frase nunca mais acaba” ou “Maria, isto não é um telegrama”. Em termos de pontos de vista criativos não há grande desacordo, às vezes no estilo é que há esta situação porque a rádio pede sentenças curtas ao contrário da escrita, mas acho que acabamos por chegar ao meio termo e dai esse complemento de que a Carmen fala…

Como é que vêm a literatura atualmente em Portugal?
Carmen – Acho que em Portugal as portas começam-se a abrir cada vez mais para os novos autores. Já não há tanto aquela postura de dúvida em relação à novidade, ou seja, está-se a apostar nestes autores e nós somos um exemplo disso. Portanto, começa-se a arriscar e a publicar outros autores para além dos estrangeiros e dos nacionais já consagrados, o que é bom. No fundo, estamos a falar de oportunidades, tanto para quem quer publicar como para o leitor que procura algo diferente e novo. 
Maria – Concordo, temos uma História muito forte em termos literários, o que causa muita pressão para quem quer começar. Esta abertura é fundamental.

Quanto tempo demoraram a escrever o livro? Em algum momento da escrita tiveram que parar por falta de inspiração?
Carmen – Eu diria que demorámos uns quatro meses e neste livro em particular nunca sofremos de falta de inspiração.
Maria – Sim, falta de inspiração não houve. Tínhamos algumas ideias e decidimos quais é que seriam os pontos-chave do enredo, a partir daí as personagens quase que ganharam vida própria e a história foi-se desenrolando naturalmente

Já pensaram em escrever um romance na sociedade atual visto pelo lado do homem?
Carmen – Sim, já nos passou essa ideia pela cabeça, apesar de ainda não a termos posto em prática.
Maria – Contudo, a verdade é que nos nossos romances, tanto neste “Júlia: Afinal, Existem Príncipes Encantados!” como noutros que já temos publicados, acabamos com alguma frequência por apresentar sempre os “dois lados dos acontecimentos”, ou seja, a perspetiva feminina daquilo que está a acontecer e a masculina...
Carmen - Sim, muitas vezes temos a personagem feminina a expor aquilo que está a sentir ou a vivenciar perante determinada situação e depois temos a personagem masculina a fazer o mesmo, ou seja, a contar aquilo que lhe vai na alma.

Quais foram as vossas referências bibliográficas nesta coleção?
Carmen – No meu caso, foi muito os romances da Jane Austen, de quem sou fã.
Maria – Há alguns nomes fortes do estilo que seria quase impossível não serem referências como Jane Austen, Nora Roberts ou Danielle Steel.

“Júlia: Afinal, Existem Príncipes Encantados!” - É o primeiro dos quatros romances “Amor, Amigas e Garrafas de Vinho”. A partir de quando é que podemos encontrar a restante coleção nas livrarias?
Carmen – Temos o próximo livro da coleção quase pronto, mas ainda não tem data prevista de lançamento.
Maria – Até porque de momento estamos concentradas na promoção e divulgação do “Júlia: Afinal, Existem Príncipes Encantados!”.

Quero agradecer às autoras pela atenção dada e à Chiado Editora pelo convite!
Foi uma experiência interessante e que espero puder vir a desenvolver mais vezes!

E vocês, gostaram de ler a entrevista e a minha opinião sobre o livro?
Interessa-vos ver mais entrevistas aos escritores?

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