Crianças e animais de estimação?

Umas das coisas que sempre me meteu impressão, e confesso, algum nojo são as pessoas que abandonam os animais por irem ter crianças. Não tem lógica para mim. Primeiro, quando vocês já são mães e vão ter outro filho, não abandonam o primeiro, pois não? Conseguem amar os dois de maneira igual e arranjar tempo para os dois. Eles brincam e faz-lhes bem. Com um animal é a mesma coisa. Nem percebo o porquê de se pôr a vida humana a cima da animal. Quem somos nós para ditar e determinar tasi regras? Sobre isso falarei depois porque ando a ler um livro sobre essa temática.

Mas enfim, não me quero alargar muito nesses assuntos porque tinha pano para mangas e iria revoltar-me com as ações de muita gente. Quero sim, pegar num texto que li no blog Entre Biberons e Batons que foi escrito por uma psicóloga num outros blog que eu não encontrei o link da publicação.



Mãe/Pai: quero um cãozinho!” Este pedido soa-lhe familiar? Existem animais aí por casa? Que impacto é que a presença de animais de estimação pode ter nas crianças?

Os animais de estimação deliciam miúdos e graúdos e apesar de muitas pessoas gostarem da presença deles nas suas vidas, a verdade é que muitas vezes nos escapam todos os benefícios psicológicos que eles podem representar, particularmente na infância. Conheça os principais:

Promove a responsabilidade: ter um animal implica cuidados, o que ajuda a criança a desenvolver o papel de cuidadora e uma postura de responsabilidade face ao animal (por exemplo em relação à alimentação, higiene, levá-lo a passear quando aplicável, etc). Este papel de ser promotor do bem-estar de um ser vivo é de extrema importância para que a criança se sinta útil e capaz.

Diminui os níveis de stress: existem vários estudos que comprovam que interagir e acariciar um animal de estimação ajuda a reduzir os níveis de stress e ansiedade, provocando uma sensação de relaxamento

Promove os vínculos afectivos e a expressão emocional: ter um animal de estimação estreita laços afetivos e estimula a comunicação não verbal, uma vez que a criança desenvolve a expressão de sentimentos através de gestos (beijinhos, abraços, carícias)

Estimula competências de relação e comunicação: ao contrário dos objectos inanimados (como os brinquedos por exemplo), os animais reagem, interagem. Esta reciprocidade faz com que a criança não tenha total controlo das situações, como acontece quando brinca com os seus brinquedos. Esta interação estimula a capacidade de comunicação verbal e não-verbal da criança, bem como ajuda a criança a lidar com diferentes emoções como a frustração por exemplo.

- Contribui para o bem-estar: a presença de animais de estimação é geralmente sinónimo de um autêntico álbum de bons momentos passados com eles, repletos de muita diversão, gargalhadas e sobretudo muito afecto.

Para terminar, e respondendo à pergunta inicial, “Crianças e Animais de Estimação: Sim ou Não?”, depois de todas estas vantagens, e existindo as condições necessárias para tal, a questão passa a ser: E porque não?

Sandra Azevedo
Psicóloga Clínica
Equipa Mindkiddo
Oficina de Psicologia

3 comentários:

  1. Concordo com cada palavra.. Quando o Gustavo fez 20 meses no fim de Setembro trouxemos para casa uma gata com pouco mais de 1mes,é de todos mas o Gustavo tem um fascínio único com ela.. É lindo de se ver!
    Beijinhos e boa semana
    Http://belezademulheremae.blogspot.pt

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    1. É mesmo assim!
      Conheço mais casos e sou totalmente a favor! Só lhes faz bem, até a níveis de doenças e assim porque eles ficam mais imunes e com menos problemas.
      Obrigada por dares o teu testemunho! :D

      Beijinhos

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  2. Concordo com cada palavra.. Quando o Gustavo fez 20 meses no fim de Setembro trouxemos para casa uma gata com pouco mais de 1mes,é de todos mas o Gustavo tem um fascínio único com ela.. É lindo de se ver!
    Beijinhos e boa semana
    Http://belezademulheremae.blogspot.pt

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