Vegetarianismo vs veganismo

Segundo a Associação Vegetariana Portuguesa, "o vegetarianismo é uma opção alimentar que exclui do cardápio todos os tipos de carne (incluindo aves, peixes e outros animais marinhos). Por sua vez, o veganismo, também conhecido como vegetarianismo estrito, para além da carne, exclui todos os alimentos de origem animal, como os lacticínios, os ovos e o mel. Não se pense que estes sistemas alimentares são limitados! A alimentação vegetariana é baseada numa grande variedade de alimentos deliciosos e saudáveis, e é uma porta para novas texturas e sabores. Inúmeros pratos étnicos são vegetarianos, e muitos pratos tradicionais podem ser adaptados ao vegetarianismo, (inclusive os pratos típicos portugueses).

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A maior parte das pessoas torna-se vegetariana para evitar a morte desnecessária de animais sencientes, enquanto outras tornam-se vegetarianas por outros motivos: ambientais, de saúde, espirituais, religiosos ou humanitários.

Uma alimentação mais ecológica
A alimentação vegetariana causa consideravelmente menos poluição e gasta muito menos recursos para ser produzia do que uma alimentação com produtos animais. Por exemplo, são necessários entre 3 e 10 quilos de cereais para se produzir apenas um quilo de carne (1). Segundo um relatório da FAO (Agência para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas), a pecuária é responsável por 18% das emissões dos gases causadores de efeito de estufa (uma percentagem maior do que a do sector dos transportes). Por outro lado, a pesca está a levar as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera. Se se continuar a pescar ao ritmo atual, todas as espécies ditas comerciais terão desaparecido em 2050                                                         

 
Vegetarianismo e a saúde
Uma dieta à base de alimentos de origem vegetal traz quase sempre benefícios para a saúde, pois estes alimentos fornecem nutrientes fitoquímicos (e alguns destes compostos, que se encontram apenas nas plantas, podem reduzir o risco de doenças cardíacas, cancro e outras doenças), fibras (que não existem nos produtos animais e que estão associadas a um risco mais reduzido de cancro, doenças cardíacas e obesidade), e nutrientes que podem estar relacionados com um menor risco de doenças crónicas, como o ácido fólico, o potássio, e as vitaminas C e E. (2). Há boas evidências de que os vegetarianos têm níveis sanguíneos de colesterol mais baixos do que as pessoas que comem carne, e que os veganos têm níveis ainda mais baixos (3). Os veganos têm ainda uma taxa total de colesterol HDL melhor que os ovo-lacto-vegetarianos, que os comedores de carne, e que os comedores de peixe (4). Estudos recentes mostram que os vegetarianos têm tensão arterial mais baixa do que os omnívoros, e há dados que indicam que os veganos têm tensão arterial mais baixa do que os ovo-lacto-vegetarianos (5). A investigação sugere que ser vegano pode ser uma forma de controlar o colesterol elevado, os diabetes e a pressão arterial alta, sendo que os veganos têm menos hipóteses de sofrerem ataques de coração (6).

Os veganos podem facilmente obter toda a proteína necessária consumindo leguminosas (feijões, grão-de-bico, lentilhas, produtos de soja, amendoim), quinoa, sementes de abóbora, pistachos, caju e seitan. Os veganos (tal como alguns ovo-lacto-vegetarianos e omnívoros) precisam de consumir suplementos ou alimentos fortificados com vitamina B12. No entanto, acabam por estar em vantagem neste aspecto, pois, para além de estarem atentos a esta vitamina, de que muitos comedores de carne têm deficiência, os veganos obtém-na sem o colesterol, as gorduras saturadas e as hormonas prejudiciais em que os produtos de origem animal são ricos. Segundo o Dr. Joel Fuhrman, a alimentação vegana, suplementada com vitamina B12, é talvez a opção “mais saudável de todas as correntes.” (7)"

É por estes e por outros motivos que acho importante falar deste assunto e que já ponderei tornar-me vegetariana e mais tarde, vegan. Acho importante ter uma alimentação saudável mas poupar a vida dos animais que tanto amo e da minha casa, o Planeta Terra!

Referências:
(1) Peter Singer e Jim Mason, Como comemos: porque as nossas escolhas alimentares fazem a diferença, Dom Quixote, 2008, p. 276.
(2) Jack Norris, RD & Virginia Messina, MPH, RD, Vegan for Life: Everything you need to know to be healthy and fit on a plant-based diet, Da Capo Press, 2011, pp. 171-172.
(3) Norris & Messina, p.173.
(4) Norris & Messina, p. 174.
(5) Norris & Messina, p. 174.
(6) Norris & Messina, pp. 179-190.
(7) Joel Fuhrman, SuperImunidade, Lua de Papel, 2012, pp.150-151.

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