Sobre Fátima (e a Igreja)

Acontece que num destes fim-de-semana fui a Fátima.
Sim, eu sou crente. Mas sou crente no meu próprio Deus e no que a bíblia divulga. Não sou crente nem a favor de se gastarem milhares de euros a cobrir um altar a ouro quando se podia dar esse dinheiro aos pobres! Na verdade, não é isso que a bíblia diz? Ajudar os outros e blá blá blá? Não venham cá com histórias de homenagear nossa senhora e os santinhos todos porque eles, certamente que ficariam bem mais satisfeitos se esse dinheiro fosse doado mas em enfim, é o costume. Se a Igreja quer que os seus cristão façam certas coisas (como ajudar e amar o próximo), pense em dar o exemplo primeiro e deixar-se de luxos.
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O tal altar na Basílica da Santíssima Trindade no Santuário de Fátima.

Além de que, pessoalmente, acho um altar feio, e de certo modo, simples, a cena é que é em ouro. Porque se não fosse, ninguém gostava e eu, mesmo sendo, não gosto.

 Já agora, dizem tanto que querem fazer tudo acessível para todos mas à entrada da basílica existem dois pequenos degraus que ninguém vê e todos tropeçam. Para cadeiras de rodas, pessoas com moletas e etc., não facilita nada... só digo.

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E depois é outra coisa: já não há amor próprio? Um dos padres disse, durante a missa,  que havíamos de sofrer mais pelos outros, fazer tudo por eles e que o nosso descanso seria pudermos dar-lhes descanso a eles. Tudo bem, eu percebo a ideia mas, às vezes a forma como é dita, parece que é para levar a sério e que temos mesmo de sofrer pelos outros. Não temos! Claro que é bom ajudar, preocupar-monos com o bem-estar do próximo mas há que nos "proteger" e saber cuidar de nós e pensar em nós. Só estou a comentar porque sei de muito boa gente que levaria isso a sério, destruindo-se a si próprio.
 
Já para não falar da mania das velhotas em dramatizar tudo o quanto possível e também da Igreja um pouco. Chorar rios de lágrimas e blá blá blá. Tudo bem, cada qual acredita à sua maneira e uns levam mais sentido do que os outros mas há um limite, e fica bem não o ultrapassar com exageros e lágrimas "ranhocadas" por todo o lado.
 
Por fim, mas não menos importante, vamos falar de dinheiro e do ambiente? Rios de dinheiro se gastam e ganham em Fátima. As lembranças, recordações, a comida, tudo em exagero, monetariamente (qualquer coisa acaba por ser cara). Para não falar das velas... quantas velas são queimadas por dia lá? Quantos kilos de dióxido de carbono são mandados para o ar?
Aqui eu até compreendo mas, se não nos começarmos a preocupar, vamos morrer no nosso próprio lixo. Podiam comprar velas virtuais ou daquelas que se põe a moeda e ficam ligadas um tempão. Gasta-se energia mas não é tanto quanto o combustível para as chamas e o CO2 produzido. Querem com a forma de coração, mão esquerda, rim ou o que seja? Inventa-se virtualmente. Afinal para que é que a tecnologia serve?! Não é só para viciar, poluir e gastar dinheiro.
 
P.S.: aproveito que a Páscoa não foi há muito tempo (1 fim-de-semana desde o momento em que vos escrevo) e comento o facto das pessoas não abrirem a porta de casa para a mesma ser benzida sem ser ao padre. Porquê? Pois, não sei ainda não percebi. Afinal abre-se a porta ao padre (que é jeitoso -.-) ou a Deus? Se for ao padre está explicado. É que os mensageiros e ajudantes dos padres (há quem os chame de leigos) trazem igualmente a mensagem de Deus e são muito bem capazes de fazer o mesmo que o Sr, Padre. Isto da Igreja e religião (e "crentes", como se denominam eles próprios) tem muito que se lhe diga e por isso, evito falar, até porque sei que há muitas opiniões e que provavelmente, hoje, com este texto vou ser criticada mas força aí... a minha opinião está dita e como referi no inicio, cada qual tem o seu Deus e as suas crenças. Há que haver respeito e já agora, se defendem uma coisa, defendam até ao fim e não se contrariem...esse também é um bocado, o mal da Igreja.

4 comentários:

  1. E agora vai haver mais obras em fátima.. vão reconstruir o altar que está na rua que na minha opinião me muito bom estado..

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    1. Eu vi mas não sei o que é que lá andam a fazer nem sei como é que aquilo estava antes... Mas enfim, haja dinheiro para gastar porque para dar nada..

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