Proteção dos mares

Ontem, dia 10 de setembro, pelas 12h, a Lush e a Bloom juntaram-se num evento, diferente, na Lush do Centro Comercial das Amoreiras em Lisboa, para apoiar a proibição de pesca de arrasto de fundo em alto mar. Assim, representaram a forma de vida do oceano criada meticulosamente no corpo de um membro da equipa Lush e, simbolicamente, removido em segundos para representar a destruição e os danos causados pela pesca de arrasto em alto mar.
Paris, France
Paragorgia Bubblegum coral. Make up by Maeva Coree, Paris, France. Photograph: Alexandre Faraci/Bloom Assocation/LUSH



A Lush, no seu site, têm mais informações sobre a importância de apoiar a proibição deste tipo de pesca que passo a citar em baixo:


"Uma mão cheia de barcos industriais, oriundos principalmente de Espanha e França estão a destruir o fundo dos mares Europeus, que fazem parte do maior reservatório de biodiversidade do planeta. Estas embarcações estão a erradicar corais e esponjas com milhares de anos, enquanto procuram algumas espécies de peixe que são extremamente vulneráveis à pesca porque o seu crescimento e reprodução são lentos. As pescas de arrasto em alto mar, são feitas com o auxílio de redes gigantes com pesos adicionados que varrem o fundo dos mares durante 1600m ou mais, deixando apenas um rastro de destruição para trás.
Ignorando completamente a comunidade científica e o senso comum, a pesca de arrasto em alto-mar continua a ocorrer em cumplicidade com os nossos governos e com o nosso apoio também. Elevados subsídios são pagos a estas embarcações com o dinheiro dos nossos impostos. Toda a gente está a pagar por barcos que destroem as últimas reservas pristinas do nosso planeta, contribuindo assim para um massacre dos oceanos e o maior e mais rápido crime ecológico de sempre. 
A Europa tem agora a oportunidade de banir o que a comunidade científica apelidou da “prática pesqueira mais destrutiva da história”. Mas os nossos governantes precisam de ver a opinião dos cidadãos para adotarem um regulamento Europeu que proíba a pesca de arrasto em alto-mar. Se a União Europeia vai agarrar esta oportunidade ou desperdiçá-la, depende do nosso esforço em nos mobilizarmos para a defender um ecossistema que muitas vezes está longe da vista e longe do coração.
A pesca de fundo em alto-mar iniciou-se como resultado de uma depleção dos recursos marinhos em águas superficiais. Tendo sobre explorado os stocks de peixe à superfície, as frotas pesqueiras viraram-se para os fundos dos mares. Este lógico inexorável de sobre explorar recursos e destruir habitats atinge um nível particularmente crítico no fundo dos mares, pois aqui, existe um grande contraste entre a eficiência tecnológica das práticas pesqueiras e a extrema vulnerabilidade do ambiente e da fauna.
Nas águas pouco profundas, os peixes requerem bastante alimento para manterem o seu estilo de vida rápido e corpos musculares. Produzem milhões de ovos e têm uma esperança média de vida muito curta: uma anchova ou uma sardinha vivem entre 3 a 5 anos, um atum tropical entre 6 a 9 anos. Em águas profundas, no entanto, um peixe vive normalmente cerca de 60 anos. Algumas espécies notáveis, podem viver mais de um século e o peixe-relógio que vive até 160 anos é o absoluto vencedor. Imaginem comer um peixe que nasceu quando Thomas Edison inventou a electricidade. Ninguém sabe com que frequência os peixes de fundo se reproduzem ou qual a taxa de sucesso, tudo o que sabemos é que atingem a maturidade sexual bastante tarde e que produzem muito menos ovos do que os seus correspondentes de águas mais superficiais. O que faz dos animais que vivem nas profundezas dos mares os representantes supremos da vulnerabilidade é o facto de o ecossistema onde habitam ser ainda menos resilientes do que eles à exploração.
As criaturas do fundo dos mares vivem frequentemente em associação com recifes de coral ou esponjas que existem há centenas, mesmo milhares de anos. Técnicas com base em radiocarbono recalcularam a idade dos corais de profundidade em mais de 4000 anos, fazendo deles os animais mais velhos do mundo. Arrancar corais com redes de arrasto e despeja-las pela borda fora de um barco é o mesmo que exumar múmias egípcias e deitá-las para o lixo.
É um crime.
 Hoje em dia, esta herança única é destruída em segundos por redes de arrasto gigantes, para apanhar alguns peixes comestíveis que ninguém quer ou precisa. As pescas de fundo de mar representam apenas 1% das entradas de pescado na UE e não existiam se não fossem subsidiadas pelos contribuintes. Os subsídios de combustíveis proporcionam o incentivo financeiro para barcos à escala industrial pilharem os habitats e as espécies mais vulneráveis do planeta. Menos de 300 barcos estão envolvidos na pesca de arrasto de fundo em alto-mar em águas internacionais e apenas cerca de 11 o fazem regularmente na Europa. Um estudo Britânico afirma que o impacto espacial cumulativo da pesca de arrasto de fundo é centenas ou milhares de vezes maior que qualquer outra actividade humana realizada no fundo dos mares. Esta prática pesqueira destrói de forma irreversível colónias de corais que levaram mais de 10,000 anos a formarem-se e que são parte da herança marítima de toda a humanidade.
As pescas de arrasto de fundo não beneficiam ninguém e têm custos para todos nós. A fauna de águas profundas ajuda a equilibrar os ecossistemas e oferece uma panóplia de recursos genéticos que já provaram ser soluções tangíveis para combater o cancro e outras doenças. Destruir este reservatório único de espécies é, logo à partida, uma péssima ideia.
Mais de 100 publicações científicas enfatizam o quão não-sustentáveis e destrutivas as pescas de arrasto de fundo são.
Hoje, os governos da União Europeia têm uma oportunidade de parar com esta loucura. 
Em 2012, a Comissão Europeia propôs uma proibição das pescas de arrasto de fundo, a solução mais simples e eficiente de proteger a nossa herança marinha, insubstituível. 
Unindo forças, podemos encorajar os governos da UE a apoiar a defesa deste ecossistema marinho único e adoptar esta medida simples mas extremamente necessária. Se não fizermos ouvir a nossa voz, então ninguém vai impedir que países como a França e Espanha façam o possível para chumbar esta legislação.
O que é que tu podes fazer para parar com este massacre? Podes fazer com que a tua voz seja ouvida! Envia um email para a nossa Ministra da Agricultura e do Mar com o texto que criámos. Quanto mais emails a Sr.ª Ministra receber, melhor será ouvida a nossa opinião! Temos uma oportunidade real para aprovar esta proibição oficial proposta pela Comissão Europeia, basta apenas fazer-nos ouvir. Ao copiar e enviar, estás a fazer a tua parte para acabar com este massacre dos oceanos! 

Cara Ministra,
Hoje a União Europeia tem uma oportunidade de banir a pesca de arrasto de fundo em alto-mar, que foi apelidada pela comunidade científica “a prática pesqueira mais destrutiva da história”. Nesta prática são usadas redes gigantes com cabo e placas de aço de mais de duas toneladas cada, que raspam o fundo dos oceanos, devastando este ecossistema e eliminando espécies vulneráveis, algumas em risco de extinção.

Dois anos depois da Comissão Europeia ter proposto uma proibição oficial desta prática pesqueira tão destrutiva, o Conselho de Ministros hesita ainda em aprovar esta proibição. Se os governos não conseguem acordar com uma medida que diz respeito apenas a meia dúzia de embarcações, dependentes de subsídios, que têm custos para todos nós e beneficiam ninguém, então que esperanças tem os nossos cidadãos para o futuro do nosso planeta?
Assim sendo, pedimos-lhe que apoie a proposta da Comissão Europeia para banir a pesca de arrasto de fundo em alto-mar e para assegurar que o Concelho de Ministros adote rapidamente esta medida histórica e necessária para proteger o mais vulnerável ecossistema marinho.

Os melhores cumprimentos

Podem enviar este email para gabministra@mamaot.gov.pt "


Podem ainda, como viram, mandar esse e-mail para a senhora ministra e ajudar, divulgando nos vossos blogs. Vale a pena apoiar a conservação do nosso ambiente, não acham? É como se quisessem destruir a vossa casa, vocês aprovar-iam?!




Glasgow, Scotland
Histioteuthis Heteropsis Jewel squid. Make up by Lorna Strachan, Glasgow, Scotland. Photograph: Felicity Millward/Bloom Assocation/LUSH
Helsinki, Finland
Promachocrinus kerguenlensis Sea Lily. Make up by Riina Laine, Helsinki, Finland. Photograph: Vanessa Forsten/Bloom Assocation/LUSH

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